Aquela filosofada básica

Já faz mais de quatro meses – 5 essa semana – que estou vivendo em Londres e tanta coisa já aconteceu aqui e no Brasil nesse meio tempo, que tenho a sensação de que um ano inteiro já escorreu pelos meus dedos, quando na verdade não.

Foram coisas boas e ruins, daquelas que me fizeram questionar  o mundo, a vida, a atitude e coragem do ser humano até onde vai. Parece que estou naquela idade questionadora, mas não àquela idade quando crianças que queremos saber como todas as coisas ao nosso redor funcionam, não. Me refiro à fase em que questiono a mim mesma e claro que, mais uma vez me vejo ansiosa pelo rumo em que minha vida está – ou não – seguindo.

Mas ao mesmo tempo não posso falar que a vida não está tomando rumo algum, porque ela está, sempre está, mas o problema é que não me sinto no controle desse trem descarrilhado. Acho que ninguém está, está? Se você, que está lendo isso agora, está no controle de alguma bosta na sua vida, me dá um toque e vamos bater um papo, deixa seu contato nos comentários! As vezes parece que a vida que tomou o controle sobre nós, mas a gente não deve deixar isso acontecer correto?

Caros leitores, não sei se nada disso que disse até agora faz algum sentido para vocês. Não sei se vocês ja fecharam a página a muito tempo e foram assistir algum vídeo no Youtube, mas para os que continuam aqui, obrigada. Eu sei que muitas vezes, não sou a única nesse planeta que se perde em pensamentos.

Quem me conhece sabe que gosto de algumas mudanças na vida de vez em quando, só para sair do corriqueiro. Tanto gosto que já morei em diferentes partes desse Mundão de Meu Deus. Foi na Terra do Tio Sam por quase dois anos, foi no Brasil a vida toda e agora cá estou na Terra da Rainha. Mas de um tempo para cá, por mais que eu ache que não, uma outra mudança está sendo traçada para mim. Dentro das minhas entranhas eu posso sentir. Esse ano veio para causar.

A única coisa que sei é que, entrei em 2018 com o pé na interrogação e nas reticências, como nunca antes visto e sentido por mim. Talvez seja a crise dos 25 anos – que na verdade hoje está deixando de ser 25 e passando a ser 26! wow! – e no meio disso tudo, com toda essa carga que coloco nos meus ombros, paro e penso: QUE POHA ESTOU FAZENDO DA MINHA VIDA? Para que vim e para onde vamos? – aquela filosofada básica.

Já vi e ouvi tanta gente senso sacana e tão babaca esse ano, tanto brasileiro como europeu – nunca pense que a grama da europa é mais verde que a do Brasil que isso é puro engano, engano de principiante, gente inocente. E sei lá, toda essa falsidade que vejo, que sinto, que me rodeia e impregna e que escorre pelos nossos braços cansados de tentar trancá-la em um calabouço com um cão de três cabeças como guarda costas para não deixar ela sair de lá nunca mais. Logo eu que sempre fui tão cristalina, aquela que não consegue fingir, que qualquer expressão facial as pessoas já ‘percebem’ o que estou sentindo –  mas na verdade não sabem nada. Logo euzinha, Gessz, estou tendo que aprender a lidar com isso tão de perto, que chega a fechar a garganta com esse ar tóxico carregado de futilidade.

Talvez seja esse meu objetivo até agora, até meados do ano de 2018, enxergar esse lado fake e montado da raça humana, da ‘raça superior‘, senti-la na pele, tentar entendê-la, respirar fundo e deixá-la ir. Seguir o seu fluxo e não deixar rastros na minha essência.

Eu realmente não sei, se isso se chama idade batendo na porta, cabelo branco tomando conta, espírito livre e aventureiro ou a própria maturidade. Só sei que sinto ciclos novos e oportunidades muito diferentes chegando, boas ou ruins? Não sei.

E olha eu aqui, voltando as raízes deste blog, afinal ele nasceu com textos e mais textos, desabafos e pensamentos doidos. O tempo passou, o conteúdo aumentou e diversificou. Criei o canal no Youtubese inscreve lá se ainda não é inscrito – rodei a baiana, mas a vontade de colocar para fora o que eu sinto em palavras permanece. Espero que vocês tenham gostado de ler um pouco do que se passa na cabeça dessa velha senhora – dramalhão – de 26 anos. Um beijo. 

˜xoxo˜

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Um comentário sobre “Aquela filosofada básica

  1. Gessiquinha amada e querida!
    Viva !você no mundo! Suas experiências estão te amadurecendo e levando a reflexões profundas…isso é viver!

    Curtir

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