Devaneios e Rodeios

Minha gente, meu povo, meu conglomerado, minha comunidade, galera, parceiros, colegas. Já se passaram 5 meses desde o último post neste blog, que preciso passar um aspirador de pó aqui e um espanador para tirar as teias de aranha.

Peço perdão. Não, na verdade não peço nada não. Quem nunca teve bloqueio criativo que atire a primeira pedra. Quem nunca tirou aquele projeto do papel ou até mesmo somente da cabeça que erga a mão e grite o nome, por favor.

Estou aqui vivendo minha vida de Au Pair na terra do Tio Sam, na cidade maravilhosa que escolhi retornar e aqui estou muito bem com o coração cheio de realizações e muito mais sonhos para sonhar e conquistas a concretizar. Acontece que nem sempre a criatividade me acompanha nessa vida de nômade. Mas essa noite tive um sonho, um cara na internet estava mexendo no meu blog, tirando proveito de tudo o que já escrevi e caçoando de tudo o que já mostrei aqui. Não sei quem era o tal rapaz mas achei muito do abusado, e resolvi dar o ar da graça e um update da minha nada mole vida.

Essa semana eu tive a semana mais cheia, conturbada, lotada e cheia de coisa a fazer desde que cheguei aqui. Mas também tive muita coisa boa, risadas, abraços e aconchego. A minha host kid que um dia tinha 8 anos quando a conheci, hoje com 12, teve finalmente seu Bat Mitzvah e pude assistir tudo de camarote, segurando uma lagrima aqui e um cisco no olho acolá. Desde que a deixei em 2017 ate semana passada, ela praticou e estudou hebraico como ninguém e eu sei o quão difícil foi para ela, mas ela conseguiu! She did it beautifully.

No meio de tantos meses e folhas de calendário a cair, eu aqui estou, vivendo um dia de cada vez, fazendo planos e pensando com meus botões.

Altos e baixos como uma montanha russa obviamente não poderiam deixar de existir nessa vida cigana e com a escolha de viver longe em um paraíso florestal. Da minha escolha nunca me arrependo, mas no meio do caminho sempre tem alguma pedra ou alguém especial que se vai e não posso me despedir. Não me despedi fisicamente, mas mentalmente o fiz. Sei que quando voltar à terrinha irá doer novamente e o choque de realidade finalmente virá, mas sei que o seu sofrimento se escorreu pelo ralo frágil da vida. Um dia nos veremos novamente para matar a saudade que fica.

Mas claro que somente tenho a agradecer por todas as oportunidades que venho tendo, que este espaço online me proporciona e que pretendo, aka preciso, voltar a reinar e criar. Um dia alguém me disse: ‘Nunca deixe de escrever’.
Pois bem, por um tempo deixei, por outros também deixarei, mas sempre aqui voltarei.

 

˜xoxo˜

 

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